Vinhos Personalizados
Curiosidades
O Brasil VitivinÃcolaNo Rio Grande do Sul concentra-se mais de 90% da produção vinÃcola do paÃs e lá estão as melhores vinÃcolas brasileiras. A maior parte destas vinÃcolas está localizada na Serra Gaúcha região de montanha ao norte no estado, destacando-se as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul, seguidas de Flores da Cunha, Farroupilha e Canela, e o restante em Erechin, no noroeste do estado; Jaguari, no sudoeste; Viamão e São Jerônimo, no centro-leste; Bagé, Don Pedrito, Pinheiro Machado e Santana do Livramento, no extremo sul. Uma pequena parte restante dos vinhos brasileiros é proveniente de diminutas regiões vitivinÃcolas situadas nos estados de Minas Gerais (municÃpios de Andradas, Caldas, Poços de Caldas e Santa Rita de Caldas), Paraná, Pernambuco (Santa Maria da Boa Vista e Santo Antão), Santa Catarina (Urussanga) e São Paulo (Jundiaà e São Roque). No entanto, essas regiões cultivam quase que exclusivamente uvas americanas (Isabel, Niágara, etc.) que originam apenas vinhos de categoria inferior. Algumas vinÃcolas começaram a produzir vinhos elaborados com uvas européias, mas até agora não convenceram. Esperamos que, com seriedade, trabalho e tecnologia essas regiões possam, pelo menos em longo prazo, oferecer vinhos de boa qualidade. No quadro vinÃcola descrito para as regiões fora do Rio Grande do Sul, existe uma feliz exceção situada no Nordeste brasileiro. É o promissor Vale do rio São Francisco, especialmente na cidade de Santa Maria da Boa Vista, próxima de Petrolina e Juazeiro, na fronteira de Pernambuco e Bahia.ClassificaçãoA vitivinicultura brasileira evoluiu de maneira extraordinária nas duas últimas décadas, e o Brasil produz hoje vinhos de boa qualidade. O atual panorama vinÃcola brasileiro é animador e, complementando esse salto qualitativo, a partir de setembro de 1995 o Brasil passou a ser membro da OIV (Office International de la Vigne e du Vin ou, simplesmente, Organização Internacional do Vinho), organismo que regula as normas internacionais de produção do vinho, cujo cumprimento resulta, obrigatoriamente, em elevação do padrão de nossos vinhos. Uma das normas que em breve será implantada é a criação e implementação das Denominações de Origem Controladas, como as existentes nos paÃses europeus. Estamos produzindo bons vinhos varietais (elaborados com um tipo predominante de uva) brancos (das uvas Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, etc.) e tintos (das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, etc.) e muitos deles têm recebido prêmios em concursos internacionais sérios, a maioria deles supervisionados pela OIV. É preciso, no entanto, que o consumidor brasileiro deixe de comparar os nossos vinhos com os estrangeiros. Sem dúvida, os melhores vinhos do mundo se originam da França, Itália, Espanha, Portugal, Chile e outros paÃses. Entretanto, a rigor não se pode comparar vinhos de regiões diferentes, uvas diferentes e tipos de vinificação diferentes, que lhes conferem estilos diferentes. Do mesmo modo, o vinho brasileiro de qualidade tem o seu estilo. Os brancos são adequados ao nosso clima - frutados, refrescantes, para serem consumidos jovens - e já alcançaram um nÃvel de qualidade que ultrapassa muitos vinhos brancos de paÃses de tradição vinÃcola. Os tintos já atingiram o nÃvel de muitos vinhos europeus jovens. Alguns da safra de 1991, a melhor da história da vitivinicultura brasileira, atingiram um surpreendente grau de qualidade e estão melhorando com o envelhecimento na garrafa por mais de sete anos, um tempo antes inimaginável para os vinhos nacionais. Existem, ainda, dois problemas cruciais que dificultam um maior desenvolvimento da vitivinicultura brasileira. O primeiro é sem dúvida o pequeno consumo (cerca de apenas 2 litros per capita por ano), resultante da falta de tradição vinÃcola e do baixo poder aquisitivo do brasileiro. O segundo é o preço do vinho nacional, que é relativamente caro, em conseqüência da alta taxação de impostos e de encargos sociais, e não tem conseguido enfrentar os baixos preços de muitos importados. Infelizmente, a maior parte dos consumidores brasileiros não tem conhecimento desses fatos e continua tomando vinhos importados de qualidade inferior, escolhido pelo pomposo nome de difÃcil pronúncia ou pelo questionável charme da cor da garrafa. Os NÃveis de Qualidade dos Vinhos Brasileiros Os vinhos brasileiros estão classificados em dois nÃveis de qualidade: 1. Vinho de Mesa - vinho inferior, elaborado a partir de variedades de uvas comuns (Concord, Herbemont, Isabel, Seyve Willard, Niágara, etc.) de espécies americanas (Vitis labrusca, Vitis rupestris, etc.). 2. Vinho Fino de Mesa - vinho de mesa diferenciado, elaborado a partir de variedades de uvas nobres (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, etc.) da espécie européia (Vitis vinifera). Outras Denominações Utilizadas 1. Vinho Varietal - vinho feito com uma só variedade de uva ou com o mÃnimo de 60% da variedade de uva declarada no rótulo. As boas vinÃcolas utilizam 100% da variedade declarada. 2. Vinho de Corte (ou de Assemblage) - vinho elaborado a partir de diferentes uvas. 3. Vinho seco - vinho com teor de açúcar menor do que 5 gramas por litro. 4. Vinho demi-sec - vinho com teor de açúcar entre 5-20g/l. 5. Vinho suave - vinho com teor de açúcar maior do que 20g/l. As RegiõesCom a implantação de um sistema de irrigação eficaz, essa região começou, há duas décadas, a produzir frutas de qualidade e uvas européias que, através controle da irrigação, podem dar até duas safras ao ano! Na década de oitenta, algumas vinÃcolas lá se instalaram e começaram a produzir vinhos honestos. No entanto, há muito que melhorar, e essa região pode vir a produzir "caldos" realmente surpreendentes. Rio Grande do SulO Rio Grande do Sul, além de ser o estado de melhor e maior produção vinÃcola também é sede da UVIBRA (União Brasileira de Vitivinicultura) e da ABE (Associação Brasileira de Enologia) entidades que lutam para a melhoria do vinho brasileiro. Situada nas montanhas do nordeste do estado, a região da Serra Gaúcha é a grande estrela da vitivinicultura brasileira, destacando-se os municÃpios de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Garibaldi pelo volume e pela qualidade dos vinhos que produzem, além de outros municÃpios com produções de qualidade. Fora da região da Serra Gaúcha existem outras regiões vinÃcolas do estado, menores, como a região de Viamão e Campanha, sendo que essa última apresenta o maior destaque é a sub-região de Santana do Livramento, no extremo sul do estado. Serra GaúchaA região da Serra está próxima das condições geo-climáticas dos melhores vinhedos do mundo (a faixa ao norte ao sul do planeta, com latitude entre os paralelos trinta e cinqüenta), mas as chuvas costumam ser excessivas, exatamente na época que antecede a colheita, perÃodo crucial à maturação das uvas. Por essa razão, os viticultores da Serra Gaúcha são verdadeiros heróis: obstinados, enfrentam os percalços da natureza, extraem da terra o que de melhor ela pode lhes dar e conseguem, com trabalho árduo e investimentos em tecnologia, produzir vinhos que surpreendem e melhoram em qualidade a cada dia. Hoje, as melhores vinÃcolas da Serra Gaúcha utilizam cepas nobres e contam com a mais avançada tecnologia, idêntica à utilizada nos principais paÃses vinÃcolas da Europa. A qualidade de seus vinhos certamente continuará a melhorar, pois em breve serão implantadas as primeiras Denominações de Origem Controladas do paÃs, como conseqüência de estudos que vêm sendo desenvolvidos há muitos anos na região. Além de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Garibaldi, existem ainda cerca de trinta e cinco municÃpios da Serra, cuja produção vinÃcola é voltada mais para o vinho de mesa, os chamados vinhos coloniais. Outros municÃpios da Serra Gaúcha, como Antônio Prado, Canela, Carlos Barbosa, Farroupilha, Flores da Cunha, Guaporé, São Marcos e Veranópolis produzem pequenas quantidades de vinhos finos. Fora da região da Serra Gaúcha existem outras regiões vinÃcolas do estado, menores, como a região de Viamão e Campanha, sendo que essa última apresenta o maior destaque é a sub-região de Santana do Livramento, no extremo sul do estado. Bento GonçalvesBento Gonçalves aloja grande parte das mais prestigiadas vinÃcolas do paÃs. Percorrer as linhas (linhas de demarcação das terras dos primeiros colonos) nos arredores da cidade é uma experiência inesquecÃvel. O Vale dos Vinhedos situado na parte sul do municÃpio é um festival de cores, aromas e sabores para seus visitantes, em seus vinhedos e cantinas vinÃcolas, muitas das quais investindo pesado no turismo enogastronômico. A Casa Valduga, por exemplo, possui ótimo restaurante de cozinha italiana e uma bela pousada para os amantes do bem beber e comer. Também a vinÃcola Miolo possui a aconchegante Osteria Mamma Miolo, onde pode-se saborear desde pratos italianos até um javali assado. Em Bento Gonçalves, a tradição vinÃcola artesanal, trazida pelos imigrantes italianos, foi seguida pela modernização, com adoção e aprimoramento da tecnologia. Lá também estão sediadas duas instituições públicas da maior importância na pesquisa e no ensino enológicos: a Embrapa, com um excelente centro de pesquisa, e a Escola Agrotécnica Federal Presidente Juscelino Kubitschek que vem formando gerações de técnicos em enologia e, a partir de 1995, passou a ter o Curso Superior de Tecnologia em Viticultura e Enologia, o primeiro centro de formação de enólogos no paÃs e um dos raros nas Américas. Para qualquer enófilo indo ao Rio Grande, é obrigatório visitar a Serra Gaúcha e, em particular, Bento Gonçalves. Caxias do SulCaxias aloja algumas vinÃcolas de qualidade situadas nos arredores do municÃpio. Os destaques são a Remy-Lacave, pelo enorme castelo sede da vinÃcola (réplica de um castelo medieval europeu) e, especialmente, a Juan Carrau - Velho Museu, com o seu Atelier do Vinho, pequena e charmosa vinÃcola fonte de vinhos muito corretos. De menor porte, a vinÃcola Zanrosso (Granja do Vale) já apresenta vinhos de qualidade. GaribaldiGaribaldi, cidade bucólica e hospitaleira da Serra Gaúcha, é muito conhecida como a capital do champanha, o vinho espumante brasileiro, pois lá estão sediadas várias empresas especialistas na produção desses vinhos, alguns deles entre os melhores do paÃs. No entanto, algumas vinÃcolas, como a De Lantier e a Chandon, produzem alguns dos melhores vinhos tranqüilos (não espumantes) do paÃs. Outras Regiões do Rio Grande do Sul Desses municÃpios, merece destaque Santana do Livramento, quase na fronteira com o Uruguai, bem próxima do inÃcio da faixa considerada ideal para a vitivinicultura, entre os paralelos trinta e cinqüenta. Ali não existem os problemas climáticos da Serra Gaúcha e tem se avançado na produção de uvas européias e vinhos de qualidade. Com o bom clima local, o investimento em tecnologia e a vontade das empresas, a região certamente passará a uma posição de destaque no panorama vinÃcola nacional. O problema é que empresas vinÃcolas de grande porte lá instaladas há mais tempo (e que já chegaram a produzir bons vinhos!), hoje apostam em vinhos "docinhosâ€, muito vendáveis, mas longe de conquistar o consumidor mais exigente. Aliás, esses vinhos constituem um raro exemplo no mundo vinÃcola de vinhos demi-sec (adocicados), elaborados com uvas européias nobres como a Cabernet Sauvignon, a Merlot, a Chardonnay e outras, configurando, sem dúvida, um desperdÃcio de matéria prima nobre! Resta-nos como consolo, o fato do consumidor menos exigente e menos informado poder comprar seus vinhos "docinhos" nacionais, em vez dos importados que, infelizmente, invadem nosso mercado e não geram empregos, nem divisas para o paÃs! As Variedades UVAS TINTASCabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Petite Syrah, Pinot Noir, Gamay, Malbec, Merlot, Zinfandel UVAS BRANCASChenin Blanc, Moscato Canelli, Sauvignon Blanc, Sylvaner, Chardonnay, Gewürztraminer, Pinot Blanc, Malvasia, Moscato, Riesling Itálico, Riesling Renano, Semillon, Trebbiano (Saint Emilion ou Ugni Blanc)
Fonte: Academia do Vinho |





